Rescisão de altos cargos
O problema típico
O desligamento de um executivo raramente se resolve com o cálculo padrão de verbas rescisórias. Fica de fora justamente a maior parte da remuneração real:
- Bônus do exercício em curso ou de exercícios anteriores, ainda não pagos
- Participação nos lucros (PLR) proporcional ao período trabalhado
- Opções de compra de ações já exercíveis ou em período de carência
- Benefícios individuais e remuneração diferida previstos em política interna
Some-se a pressão do contexto: a proposta de acordo costuma chegar no mesmo dia da comunicação, com prazo curto, quitação ampla e cláusula de confidencialidade — antes de qualquer chance de conferir se os valores correspondem ao devido.
Como o escritório atua
A primeira providência é ganhar tempo e informação: analisamos contrato, aditivos, política de remuneração variável e histórico de pagamentos para dimensionar a diferença entre o ofertado e o devido — inclusive o alcance real da quitação proposta. Na maior parte dos casos, o caminho é a renegociação direta da saída, conduzida antes de qualquer registro público; quando não avança, a via judicial segue com pedidos delimitados, sem ampliar a repercussão do caso.
Rescisões de contratos de liderança estão entre as demandas mais frequentes do escritório ao longo de mais de 15 anos de atuação. A recomendação prática, válida para qualquer situação: nada deve ser assinado antes de conferido — e a conferência costuma levar menos tempo do que o prazo que a empresa oferece.
